Friday, October 13, 2006

...Just words...




Será que eu poderia espreitar o mundo sem que ele se apercebesse? Assim escolheria onde queria estar... sem me magoarem, sem sair magoada... ou mais importante: sem magoar ninguém.

Talvez ali, não sei... talvez acolá, ou então mais distante... só mais um esforço... mas estou exausta, muito mesmo, e... com todo este esforço sem me aperceber, dei comigo encostada aqui, já sem forças... acho que é aqui que eu vou escolher... é aqui mesmo...
Vou fechar os olhos e tentar compreender que consigo mais... muito mais.
Gostaria de poder estar num sitio onde pudesse observar os diferentes mundos, para então poder escolher aquele que mais reflecte, a minha alegria de vida.Um mundo onde pudesse chamar dos sonhos aos sonhos, sorrisos aos sorrisos, amigos aos amigos...Um mundo onde para adquirir algo basta um piscar de olho e ficar escrito mentalmente... que mais tarde quando esse alguém também precisasse... eu estava lá para piscar o olho por um conselho dado... por um sorriso entregue... por uma amizade partilhada.

Por isso... esse sítio que procuro chamo-lhe a colina mais alta, porque de lá tenho a certeza, o desejo, a ambição que daí poderei ver tudo... tudo mesmo (até o desprezo humano perpetuado por alguns neste mundo), inclusive pequenas insignificâncias do mundo... como... o cair de uma folha que com o vento... cai debaixo de um arbusto, para nunca mais ninguém ver essa folha... ou só a deslumbrarem se a cortarem... como nos cortam os nossos sonhos... todos os dias... os dias todos.

Tenho esperança que sim e só ficava completa quando tivesse a oportunidade de reunir todos os tais amigos de à pouco(os verdadeiros... falsos não entram aqui... não os deixarei... nunca mais!), para deste modo eu olhar o mundo de outra forma e dizer que ainda vale a pena viver aqui... porque quero melhor do que isto...

Tenho direito a mais que isto...

...Um Poema...




Caía a neve,
Sentia-se uma suave aragem.
O João pôs-se a pensar, por um momento breve
E deparou-se com uma estranha personagem...
«Quem és tu, meu rapaz
Que me achaste perdida...
Como foste capaz
De me trazer
À tua vida?»
«Sou apenas um adolescente,
A sonhar com um mundo despreocupado
E estou mesmo muito contente...
Mas afinal, quem és tu, meu ser animado?
E o que fazes aqui?
Qual a tua intenção?
Fala-me, então de ti,
Que eu chamo-me João!»
« Bem... eu sou a neve de Janeiro,
Caíndo suavemente no campo abandonado...
Sou a folia de Fevereiro,
No Carnaval encantado!
Em Março começo a desabrochar,
Em tons diversos e coloridos,
Em Abril gosto de molhar
Os mais desprevenidos...
Em Maio gosto de passear,
E ar fresco apanhar,
Em Junho vêm os Santos Populares
E eu vou festejar!
Em Julho chega o calor
E o sol a brilhar,
Em Agosto vou para a praia
E nas ondas vou andar.
Em Setembro regresso á escola,
Para mais conhecer,
Em Outubro agasalho-me,
Para não adoecer.
Como castanhas em Novembro
Sabem tão bem quentinhas!
O Natal, em Dezembro,
Dá-me sempre muitas prendinhas!»
«Estás mesmo em todo o lado,
Só que o teu nome ainda não sei!
Ainda estou espantado...
Será que alguma vez o descobrirei?»
«Mas ainda não sabes quem eu sou?
Eu sou o Amor, a Tristeza, a Alegria...
Creio que aidna não fomos apresentados...
Então muito prazer, eu sou a poesia!»